© Andaya

 Volto da pesca

sedenta e faminta

mas no poço

- agora espinhos-

meu rosto já não me vê

e o pão amanhecido

deixa areia em  minha boca...

Porque não fiquei

na praia,

em silêncio,

como as dunas,

esperando que o mar,

sempre que batesse

também me beijasse os pés...?

 

Autoria: Andaya

(Direitos autorais reservados à autora)

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