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A Berlinda foi
introduzida no Círio em 1855, e era puxada por animais.
Nos moldes dos carros europeus, fora adaptado para levar a
imagem, mas no colo de alguém.
Só em 1880, o Bispo Dom Macedo Costa mandou preparar uma nova,
que levasse a imagem sozinha. Foi conservada a parte de
Berlinda (rodas e hastes), mas, no alto, uma maquineta de
cristal fechada, ornamentada de flores e brocados, com a
imagem no centro (maquineta quer dizer oratório envidraçado).
Em 1925, Dom Irineu decidiu transformá-la em andor. E assim
saiu até o Círio de 1930, em hastes nos ombros dos devotos, ou
seja, deixou de ser Berlinda em cinco CÍRIOS seguidos. Em
1931, voltou a ser Berlinda, com seus rodados. Em 1963, a
Berlinda de madeira, que já era a terceira, foi substituída
por uma de ferro e cristal. O grande valor dela é ser um dos
belos recantos de Nossa Senhora.

A Berlinda
que arrasta a multidão pelas ruas é como se
fosse um porto seguro para os romeiros, que concentrados em
seu sacrifício e sem visibilidade em meio a tanta gente, são
guiados apenas pelo desejo de estar o mais perto possível da
imagem. Decorada há dois anos por Paulo Morelli, este ano ela
traz flores cultivadas no Pará, em São Paulo e na Holanda. São
rosas, lírios, orquídeas, e outras, com a predominância das
cores branca e amarela. Para compor tanta beleza, o Manto
usado por Nossa Senhora de Nazaré é confeccionado com pedras
preciosas, muitas vezes ouro, material doado por algum
promesseiro.


Veja mais sobre
O Círio de Nossa Senhora de Nazaré,
a Festa da Fé:

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Lisiê Silva.

Fontes:
http://www.pa.gov.br/hotsite/ciriodenazare/
http://www.samistur.com.br/turismo/t00003.asp
http://oglobo.globo.com/especiais/cirio/domingo.htm#belem
http://www.virtual.epm.br/uati/corpo/cultura6_cirio_de_nazare.htm |
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